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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Flash Mobile MORREU


flashisdead
Por anos a Apple tem mantido a posição de que Flash em dispositivos móveis é pesado, desnecessário e consumidor alucinado de recursos. Desprezando a experiência desktop, que comprova todas as acusações de performance e recursos, os usuários Android se agarraram ao Flash de forma desesperada, dizendo que a Adobe magicamente criou versões decentes e bem-programadas e que seriam maravilhosos diferenciais em relação ao iPhone.
Esse maravilhoso diferencial, que em alguns casos sequer tem teclado virtual e não consegue funcionar direito com interface de toque agora MOR-REU. Acabou. Foi-se, é um ex-flash, foi se encontrar com seu criador. kaput. A Adobe anunciou que cessará o desenvolvimento de Flash para dispositivos móveis.
Faz até sentido. Quem lembra do vídeo do Gizmodo comparando iPad2 x Xoom com Flash? A cruel realidade da demonstração transformou o pobre Pedro Burgos no Judas dos Androidiotas. Sério, complicado defender o Flash no Xoom quando a página oficial do Xoom funciona melhor no iPad do que no Xoom.
A grande questão nem é a Adobe ter parado com o desenvolvimento, e sim se ele chegou a começar em algum momento. Foram ANOS esperando um Flash Mobile e tudo que conseguimos ver foram betas.
Agora, ele está morto. O Android perdeu a principal vantagem que ninguém usava, pois o mercado todo se adaptou ao HTML5.
A vantagem é dos fabricantes, que poderão finalmente parar de perder tempo com Flash por causa de meia-dúzia de Flashiitas e com isso seus tablets (decentes) ganharão instantaneamente quase a mesma experiência de uso web do iPad.
De resto, todo macfag do Planeta neste momento está dizendo pro pessoal do Android: “Onde está seu Deus agora? O Meu está rindo horrores!”
Apareceu primeiro em Wired e Meio Bit

domingo, 6 de novembro de 2011

Brincadeiras "Secretas" do Google (Easter Eggs)

1. Já encontrou um político honesto? O Google também não.


No motor de busca digite politico honesto e em seguida clique em "Estou com Sorte". Surgirá uma página com a mensagem "O politico honesto não pode ser encontrado".

brincadeiras do google




2. Jogo secreto no YouTube - O YouTube propriedade do Google possui um jogo secreto (Snake). Aperte play em um vídeo no youtube. Enquanto o vídeo carrega, aperte qualquer seta do seu teclado, e comece a jogar com o jogo da cobrinha, conduzindo ela pelas setas direcionais do teclado. Mas só funciona se o vídeo estiver carregando.

3. Encontrar o Chuck Norris

No motor de busca digite find chuck norris e em seguida clique em "Estou com Sorte". Surgirá uma mensagem "O Google não vai procurar por Chuck Norris porque sabe que você não encontra Chuck Norris, ele encontra você" (tradução).

4. Um jogo escondido no Google.

Divirta-se com um míni jogo que corre directamente no navegador. No motor de busca digite google easter eggs e em seguida clique em "Estou com Sorte". O objectivo é apanhar os ovos e formar a palavra "Google".

5. Google em versão espelho.

No motor de busca digite elgoog (Google invertido) e em seguida clique em "Estou com Sorte".

6. Google versão "black".

No motor de busca digite google black e em seguida clique em "Estou com Sorte". Transforma o fundo do motor de busca em preto.


7. Google no modo bug.


No motor de busca, digite a palavra tilt e clique em pesquisar. O Navegador fica torto, como se estivesse com algum problema, rsrsrs


Conhece mais algum bug, ponha ele nos comentários, e ele será posto nesta postagem. Mas não esqueça de por seu nome no comentário, para as pessoas saberem quem achou aquela brincadeira irada aqui!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Licença para não copiar ou reproduzir!


Métodos de proteção contra cópia continuam a ser empregados e chegam a impedir o funcionamento correto dos equipamentos.

É curioso como certos assuntos continuam recorrentes, ao invés de se tornarem esquecidos de vez. E nós agora passamos para o século 21, com vícios herdados do século passado e que parece não terem prazo para acabar.
Um deles é a guerra entre os artefatos do DRM, impostos no peito pela legislação norte-americana, e a reação das comunidades de usuários e hackers internacionais para combatê-los.
A guerra começou bem antes da era digital, e o seu objetivo era um só: impedir que os usuários finais fizessem cópia de material protegido pelo direito autoral. A legislação abre brecha para a ação antipirataria invocando que o usuário final tem direito de usar, mas não de copiar o material que ele compra. O problema é que o usuário final não é o pirata que a indústria precisa combater, e sim o duplicador ilegal em massa das fábricas de disco clandestinas.
E como chamar o usuário final de pirata é uma acusação um tanto ou quanto pesada, a reação das várias comunidades foi imediata. Justiça seja feita, a indústria de equipamentos de áudio e vídeo foi arrastada para este combate de forma compulsória, acusada certa feita de estar facilitando o processo de cópia.
No lendário processo de ação judicial Universal Studios versus Sony, conhecido como o caso Betamax, a corte americana deliberou que a cópia feita pelo usuário, para fins pessoais, não era reconhecida como crime e sim como uso legítimo e justo (o assim chamado fair use). Isto, entretanto, não impediu que as empresas detentoras de conteúdo continuassem a bombardear os diversos segmentos da sociedade com métodos diversos de proteção incluídos no programa deste conteúdo.
Uma das primeiras iniciativas nesta direção foi adotar o Macrovision, ainda em ambiente analógico, portanto a guerra continuou bem antes do conteúdo passar para o domínio digital. O Macrovision foi adotado para impedir que o usuário copiasse uma fita de vídeo cassete, e continuou no DVD, porque os estúdios tinham medo de que a imagem superior do DVD fosse usada para cópias de melhor qualidade de seus originais em fita magnética.

O DRM na era digital

A paranóia dos estúdios americanos (leia-se MPAA – Motion Pictures Association of American) aumentou quando o mundo entrou na era do vídeo digital (DVD). Antes disso, a mídia digital, na forma de CDs, nunca tinha sido alvo de qualquer esquema de proteção contra cópia, mas o foi, depois que empresas diversas começaram a escrever softwares e advogar que os estúdios de gravação também estavam sendo lesados.
A aceleração do processo de combate à cópia de mídia digital se deu por volta do lançamento dos primeiros drives de CD-ROM para computadores, e posteriormente, com a introdução de drives para gravação de DVD. O lançamento desses drives só foi possível porque a manufatura de mídia virgem começou a tomar corpo, após anos de intermináveis pesquisas. Ainda na época do lançamento do CD já se desenhavam todas as especificações da mídia CD-R, para dados e música. O mesmo aconteceu depois com o DVD-R.
Ironicamente, foi no uso do computador pessoal, que o usuário doméstico encontrou as armas para se livrar dos grilhões da prática do DRM, e valer-se do fair use, elucidado na corte americana.

O bloqueio de região no DVD

Com a introdução do DVD, os estúdios adotaram um critério de dividir o planeta em regiões. E isto provocou problemas na reprodução de vídeo residencial, até que leitores de DVD codefree aparecessem no mercado. Para reagir contra isso, os estúdios americanos lançaram o DVD com o recurso do RCE (Regional Code Enhancement).
Em todos os leitores de mesa para DVD existe um byte armazenado na sua memória, contendo o número do código da região onde o aparelho fora fabricado. Na reprodução normal de um DVD, o disco autorado para uma determinada região é lido e o byte do disco comparado com o do leitor. Se não forem idênticos, o leitor para automaticamente.
Como em um grande número de leitores, a modificação deste byte é factível por métodos diversos, uma das primeiras técnicas foi modificar o byte da região para “0″ ou “9″, que correspondem a “ALL”. Com isso, o leitor se tornacodefree, mas por outro lado impede que discos que contenham algoritmos de verificação de região, como os RCE, toquem corretamente.
O disco RCE contém um loop contendo um arquivo em vídeo codificado com todas as regiões, menos aquela do conteúdo principal. Uma das possíveis explicações de como o processo funciona é a seguinte. Um programa incluído no disco procura por regiões fora da zona de reprodução prevista. Por exemplo, um disco RCE para região 1 terá este loop com as regiões 2, 3, 4, 5, 6. Isto força o leitor codefree a setar o byte de região para o último desses valores. Assim, ao tentar tocar o conteúdo principal, com código 1, o aparelho para no loop e exibe a mensagem do mesmo, indicando aparelho de região diferente do disco, ao mesmo tempo em que todas as teclas de função do remoto são bloqueadas. O jeito é ejetar o disco.

Contornando o RCE de forma eficiente

Para resolver isso, a solução foi tornar o aparelho capaz de permitir o usuário selecionar a região de interesse manualmente. Esses aparelhos foram classificados como region selectable. As primeiras dessas modificações foram feitas por hardware. Quem teve um Pioneer DV-505 da região 1, por exemplo, deve se lembrar daquele famoso pingo de solda, que permitia modificar um circuito integrado, o qual aceitava comandos do remoto para mudar a região do aparelho.
Com o tempo, aparelhos com seleção automática de região derrotaram totalmente o RCE, da mesma forma como os de seleção manual. Note o leitor que o RCE foi extensamente praticado em tempos de outrora, mas somente em discos norte-americanos. Quem é colecionador antigo e importou discos região 1 continua com os mesmos na prateleira, porém se tiver tido a sorte de usar um leitor de DVD automático, nem vai saber que os discos estão lá.

Reprodução de DVDs RCE em leitores Blu-Ray

A reprodução de discos RCE em leitores Blu-Ray é problemática. Em três aparelhos consecutivos que eu usei, a saber, Panasonic DMP-BD10K, DMP-BD30 e Philips BDP8000/78, a troca de região 1 (no caso dos dois primeiros) e da região 4 (no último) os deixaram sem tocar discos região 1 com RCE.
Eu experimentei e, portanto, posso testemunhar, os dois casos. O primeiro, Panasonic (BD10K), chegou às minhas mãos na região 1 e foi mudado para 1 e 4 com remoto de serviço em uma autorizada Panasonic, por cortesia. Tocava RCE sem problema, até ser modificado. O Panasonic BD30 já veio de fábrica para as regiões 1 e 4. Nunca tocou disco 1 com RCE.
No caso do Philips BDP8000, cuja modificação é mais fácil de fazer com o próprio controle remoto, eu pude testar as regiões 4 (fábrica), 1 e 0. Na região 1, os discos RCE tocam sem problemas, mas uma vez na 0 (multiregião) cai-se no caso descrito para os leitores codefree, com todas as teclas bloqueadas, a não ser as de parada e ejeção.
O motivo pelo qual os discos RCE podem não tocar em um aparelho Blu-Ray modificado pode estar no fato de que a desabilitação de verificação do código possa estar em outra região de memória, como sugerido por um blog de modificação dos Panasonic.

Solução do RCE por software

Para quem não tem um aparelho de leitura (DVD ou Blu-Ray) capaz de tocar um disco região 1 com RCE, mas tem um computador com drive de gravação, a solução é fazer uma cópia do filme, usando para isso programas como DVDFab, AnyDVD e outros que retiram todas as proteções do disco e portanto a cópia sai limpa. Para quem investe uma nota em mídia legítima e as coleciona, esta é, na minha opinião, a melhor solução.
Tudo isso, é claro, envolve um custo, mas no final compensa. O AnyDVD, por exemplo, que eu uso há anos, remove inclusive proteções de CD, algumas das quais são notórias transmissoras de vírus!
Fazendo-se cópias 1:1 o resultado é perfeito. No passado remoto, diversos programas, agora banidos, faziam este trabalho gratuitamente. Existia uma suíte, chamada de RipIt4Me, para copiar o DVD para o disco rígido e um outro programa, chamado FixVTS, que conserta a estrutura propositalmente modificada, de um DVD já no disco rígido. Se o leitor der sorte, ainda poderá encontra-los por aí.
Quem tiver habilidade com programação, pode tentar o Ifoedit, e retirar manualmente as principais proteções. É um trabalho insano algumas vezes, e provavelmente não vai funcionar na maioria dos últimos DVDs, sem a ajuda de um programa auxiliar, que identifique as trancas dos discos.

Bloqueio de regiões na reprodução de DVDs em computadores

Até fins de 1999 era possível se comprar um drive de DVD para o micro com o seu RPC (Regional Playback Control) na versão 1 (RPC-1). Com eles era possível trocar a região do drive para a desejada tantas vezes quantas fossem necessárias.
Na versão seguinte, o RPC-2, houve uma modificação imposta pelos estúdios, de somente permitir cinco trocas de região, a última das quais tornaria o drive operante somente naquela região. Em função disso, diversas modificações de firmware foram desenhadas, de maneira a retroceder RPC-2 para RPC-1, mas nem sempre isto funciona corretamente, e pode na verdade inutilizar o drive de vez.
A ação do RPC-2 se dá em vários níveis: no firmware do drive, no programa de reprodução e dentro do ambiente do sistema operacional, cortesia Microsoft.
A melhor solução para contornar o RPC-2 é por software. Programas como o AnyDVD, por exemplo, trabalham em tempo real e no background, na medida em que um disco é inserido no drive. A partir daí, o sistema operacional “enxerga” um disco multiregião, e assim não exerce qualquer censura à reprodução.
Pesquisando por aí, ainda é possível achar programas gratuitos com esta função, como por exemplo, o DVDIdle. A ajuda de programas deste tipo é importante em dois casos: no primeiro, não há mais como trocar a região de um drive, e no segundo, na compra de um drive novo, não é preciso mexer em nada! Portanto, economia de dinheiro e dor de cabeça na vida diária do usuário.

Bloqueio de regiões no Blu-Ray

Um dos motivos que se alega para o Blu-Ray ter sido o formato de alta definição vencedor foi que o HD-DVD era totalmente sem código de região, enquanto que o Blu-Ray foi dividido em 3 regiões, aparentemente para satisfazer os estúdios americanos outra vez.
Em se tratando de Brasil, a pancada foi menos violenta, porque finalmente se reconheceu que o brasileiro importa discos americanos de forma significativa e isso não vai mudar tão cedo. Assim, Estados Unidos, Japão e Brasil ficaram no grupo A.
Menos sorte deu a Europa, que ficou no grupo B, como se o brasileiro não fizesse uso de discos europeus, o que é uma sandice!
Por sorte, muitos estúdios, como a Warner, se cansaram desta brincadeira de gato e rato, caíram na real, e decidiram fazer discos sem código, prerrogativa esta quase que exclusiva dos estúdios independentes do resto do mundo civilizado.
Mas, há um detalhe que o usuário precisa prestar a atenção: discos sem código vindos da Europa podem ter conteúdo em PAL, e isto obriga o usuário a ter o leitor com saída de vídeo em PAL, além de NTSC. A invasão de material de vídeo em PAL é um verdadeiro absurdo, mas ela está lá e não deve ser ignorada, sob pena de que o usuário não possa assistir o disco. E para saber se é este o caso, é prudente consultar o banco de dados Blu-Ray Region Code Info, criado por usuários do mundo todo, que enfatiza possíveis percalços, em todas as regiões.
No tocante à reprodução de Blu-Rays no computador a situação é significativamente menos crítica. O disco Blu-Ray não faz uso do RPC-2 dos drives. A troca de cinco regiões a que o usuário tem direito é feita diretamente no programa para reprodução instalado no computador, e está arquivada em um arquivo gerado pelo programa. As fórmulas para ressetar os códigos têm sido divulgadas na Internet.

Porque o bloqueio de regiões está errado

O bloqueio de regiões não deixa de ser uma violação das regras mundiais de livre comércio entre países. Talvez por este motivo a grossa maioria das revendas americanas on-line ignoram o aviso de proibição de comércio estampado em alguns DVDs e enviam discos para qualquer parte do mundo. Isto sem falar nas pessoas que viajam ou que têm parentes no exterior, de quem recebem discos.
O bloqueio de regiões afeta profundamente o usuário que é cinéfilo, e neste caso é sempre bom lembrar que o acesso a qualquer tipo de arte é prerrogativa de quem a desfruta. Impedir isso é um crime pior do que aquele alegado pelo FBI, em países que não lhe dizem respeito.
O bloqueio de regiões por reforço RCE foi inicialmente comunicado em um memorandum, vazado depois na Internet. Os seus signatários, Columbia e Warner, fizeram uso do mesmo inicialmente, e tudo indica que nenhum dos dois persistiu nele. Os discos afetados são, aparentemente, todos da região 1. Outros estúdios que fizeram uso do RCE foram Disney/Buena Vista, Universal, Paramount e M-G-M/UA. Depois de certo tempo, o RCE foi abandonado. No caso específico dos estúdios Disney, os códigos de região foram retirados por completo!
Entre os ativistas mais exaltados contra o uso de códigos e demais proteções está a entidade Eletronic Frontier Foundation. A entidade decidiu marcar todos os produtos que adotam o DRM com o slogan Defective By Design. A maioria dos jornais europeus também já publicou editoriais contra o uso de códigos, já que a implantação com fins comerciais alegada pelos seus proponentes viola claramente o livre comércio entre países e continentes.
Os códigos de região são plenamente compensados pela lei da oferta e da procura. Se os prepostos locais dos vários estúdios forem competentes, os seus discos saem localmente mais baratos e acessíveis a qualquer um, portanto sem necessidade de importar nada.
Note que a ausência de importação acaba prejudicando as revendas norte-americanas como Amazon e outras. Portanto, equilíbrio e sensatez são importantes para não atrapalhar a vida comercial de ninguém.

Alguns métodos de proteção usados em vídeo

O Macrovision, já citado anteriormente, foi adotado ainda em ambiente analógico, mas é de fácil derrota por quem conhece eletrônica. Seu principal objetivo é distorcer a imagem da cópia, criando oscilações de brilho, cor, sincronismo, etc. Uma das maiores críticas, ainda no domínio analógico, foi a de ter introduzido problemas durante a reprodução de programas, em alguns equipamentos, principalmente os de projeção.
O CSS (Content Scramble System) é um método de proteção por criptografia. O código foi quebrado por um então jovem hacker norueguês chamado Jon Lech Johansen, popularmente conhecido na Internet como DVD Jon. Esta quebra permitiu, entre outras coisas, a cópia dos DVDs para os discos rígidos e a cópia desses para mídias virgens. Um dos primeiros programas resultantes foi o DVD Decrypter, cuja última versão saiu em 2005, e desde então tem sido substituído por outros programas.
Um método pouco usado, mas ainda presente em alguns lançamentos antigos de DVD-Audio foi o CPPM (Content Protection for Prerecorded Media). Existem fontes que afirmam que o programa DVD Decrypter, mencionado acima, é capaz de quebrar a criptografia usada neste método.
CPRM (ou Content Protection for Recorded Media) é um método parecido com o anterior, e que carrega consigo um byte que define uma chave criptográfica que controla o seu destino no ambiente do usuário. Esta proteção pode ser definida em autorização para uma só cópia ou nenhuma cópia.
A chave vem embutida no conteúdo digital transmitido, digamos, por emissoras de TV ou provedores diversos de sinal. A gravação é autorizada em equipamentos compatíveis (gravadores de DVD, PVR, etc.) e a reprodução somente neste mesmo aparelho. A ideia é que, quando o usuário tentar copiar o conteúdo para outro lugar, ele é impedido de fazê-lo.
Diversos tipos de mídia podem ser compatíveis com o CPRM, tais como DVD-R/RW e DVD-RAM (modo de gravação de vídeo “VR”), flash drives (pen-drives), cartões SD/SD HC, etc., e assim elas podem ser usadas para o primeiro armazenamento do conteúdo transmitido.
Existem programas de computador capazes de remover esta restrição, dependendo do formato de gravação do conteúdo, e aparentemente, alguns modelos de PVR também.
O CPRM é inconveniente para aqueles usuários que gostam de gravar seriados, jogos de futebol, e shows, a maioria em HD, e depois arquivá-los para apreciação futura. O CPRM obriga que o equipamento gravador, mesmo aquele com disco rígido, seja apagado, para armazenar outros programas. Dependendo do equipamento, o apagamento poderá acontecer à revelia do usuário.
Até agora, pelo menos, eu não tive notícia de bloqueio por CPRM nas transmissões digitais abertas brasileiras, mas não ficaria surpreso se um dia ele aparecesse.
HDCP (de High-bandwith Digital Content Protection) é um dos mais infames e idiotas dentre todos os projetos de proteção de sinal. Já se mostrou que ele é facilmente burlável, mas ao nível do consumidor ele é a fonte das maiores dores de cabeça na ligação entre equipamentos que usam conectores HDMI e DVI-D.
Por causa do HDCP a indústria fritou a conexão analógica por vídeo componente, e a retirou da cadeia de transmissão de sinal em 1080p, com ameaças atuais de retirá-la da transmissão de 1080i, até nos leitores de Blu-Ray.
Tudo isso se deve à crença (poder-se-ia dizer “mito”) de que o ambiente analógico possibilita a duplicação de material de vídeo em alta definição, o chamado analog hole ou buraco analógico. Na realidade, é justamente o contrário: em ambiente digital é muito mais fácil driblar qualquer mecanismo contra cópia.
O próprio HDCP foi um dia anulado em conectores/conversores que identificam a chave de licenciamento do mesmo e passavam o sinal sem chave adiante. Esses conectores são vendidos no mercado, de maneira a possibilitar o usuário a usar equipamentos de vídeo (por exemplo, displays) não compatíveis com o HDCP.
Para o usuário de microcomputadores, o uso de um adaptador de vídeo com saída digital (DVI-D) sem compatibilidade com HDCP tornará a reprodução de mídia protegida (por exemplo, Blu-Ray) sem imagem, tais como nas TVs sem HDCP.

O usuário final não é pirata!

Até hoje eu me pergunto o porquê da exibição de um aviso contra cópias em materiais comerciais de vídeo, desde a época do videocassete.
Se a gente for levar ao pé da letra tudo o que está escrito ali, a partir do momento em que eu reunir um grupo de pessoas para assistir um filme em vídeo na minha casa, eu já me tornarei ipso facto, um criminoso!
Nós que fomos cineclubistas na adolescência fazíamos exibição de filmes em 16 mm, alugados de alguma distribuidora, e não era incomum se fazer uma “vaquinha” para o aluguel do filme ou para comprar peças do projetor, como lâmpadas de projeção ou excitadoras. Não fosse assim, só com o subsídio da instituição onde estudávamos, que pelo menos no meu caso nunca aconteceu.
As proibições estipulam locais onde a exibição do vídeo é proibida, o que é um verdadeiro absurdo. Alguém por aqui já conseguiu imaginar um funcionário de uma plataforma de petróleo se sentir compelido de não assistir um DVD por causa dessas proibições?
Quando o DVD foi lançado no Brasil já haviam se passado mais de dois anos que os usuários estavam adquirindo leitor e discos da região 1. Nesta época, a Gradiente lançou um leitor e informava ao comprador, por telefone, os comandos do remoto que o tornariam codefree. E logo a seguir, eu cansei de ver promotores da Philips (cujo leitor já reproduzia PAL) circulando pelas lojas destrancando seus leitores nos depósitos ou na frente do consumidor, com um remoto de serviço.
Isso estimulou significativamente o comprador a parar de importar leitores e adquiri-lo localmente. Quanto a discos, a situação é outra, porque nem todos os lançamentos têm equivalentes em outros países, o que na prática quer dizer que a necessidade de um leitor multiregião existiu ontem, existe hoje e existirá amanhã.
Muitos estúdios se sensibilizaram, justiça seja feita, com a miséria do usuário final e abandonaram de vez os códigos de região e seus reforços. Foi o caso inicialmente dos estúdios Disney, aqui e lá fora. E hoje em dia, não se vê um disco Blu-Ray Warner com bloqueio de região A, B ou C. Além deles, nenhum estúdio independente brasileiro que eu tenha conhecimento jamais usou código para bloquear reprodução.
Outros estúdios precisam entender o lado cultural deste assunto. O cinéfilo que se preza não vê filmes de um só país, e na verdade isso foi prática comum na década de 60 e 70, quando se freqüentava salas de arte e museus que tinham suas cinematecas.
A importação de produtos de bens culturais, como a música e o cinema, deve ser protegida pelo estado, para garantir o enriquecimento dos seus cidadãos, não importa se o conteúdo e o destino se configurarem como distração ou lazer!
É fato que nada disso subsiste sem antes garantir uma educação de base decente, mas uma ação nada tem a ver com a outra, e só mesmo administradores sem visão do futuro poderiam não enxergar isso!
Apareceu primeiro em http://webinsider.uol.com.br/

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

As ilusões de ótica mais incríveis da internet


A visão é um dos cinco sentidos presentes no ser humano, de grande importância para o nosso dia a dia, sem dúvidas. E isso não é à toa: estamos entre os seres vivos com os olhos mais evoluídos do planeta, além de termos várias características importantes ligadas a eles, como nossa capacidade de reconhecer rostos e diferenciar cores.
Mas isso não quer dizer que esse sentido é infalível. De fato, nossa dependência da visão nos torna suscetíveis a enganos, principalmente quando nos focamos muito (ou pouco) em alguma tarefa. Se você duvida disso, acompanhe esta lista feita pelo Tecmundo para aprender que mesmo os olhos e mentes mais sagazes não conseguem escapar de uma ilusão bem feita.

1- Amêndoas vivas

(Fonte da imagem: One Digital Life)
Você pode até achar que essa imagem é um GIF animado, mas ela realmente não passa de um desenho estático. O motivo para tal impressão de movimento está na combinação do ângulo e  da posição de cada semente, além do preto e branco usado no contorno delas.

2- Desafiando a gravidade

Vencedora do concurso de melhor ilusão de ótica de 2010, esse vídeo é uma prova da facilidade com que uma pessoa pode ser enganada através de um simples “jogo de câmera”: a uma primeira vista, as pequenas esferas podem parecer estar subindo as rampas, mas basta assistir até o fim para perceber que o segredo está no ângulo usado para fazer a gravação.

3- Cor fantasma

Você já passou algum tempo observando uma lâmpada acesa e quando tentou olhar para outro lugar, percebeu que ainda havia ficado um tipo de “lâmpada fantasma” em sua visão? Essa ilusão se aproveita do mesmo efeito, mas de forma um pouco diferente. Para entender melhor, observe o ponto preto no vídeo sem mudar seu foco. Após alguns segundos, uma versão em preto e branco da mesma imagem é mostrada, mas você poderá ver todas as cores.
Usando uma técnica conhecida como afterimage (rastro) o vídeo faz com que a versão negativa (com cores invertidas) de uma foto fique “marcada” em sua retina por alguns segundos. Mas há um problema: embora nossa visão deixe essa marca, ela não gera uma forma nítida.
Para contornar isso, a mesma imagem sem cor, mas nítida, é mostrada. Assim, ao olhar para ela, a combinação do rastro com a foto em preto e branco gera uma figura perfeita e colorida.

4- Cigarros que mudam de tamanho

Ao assistir o começo do vídeo, você pode achar que os cigarros possuem tamanhos diferentes, mas depois de vê-lo até o fim, vai perceber que eles são exatamente iguais. O que ocorre nesse caso é uma ilusão de perspectiva causada pelo desenho, que faz parecer que o cigarro da direita possui o tamanho de uma parede inteira, enquanto o da esquerda aparenta ter apenas um terço dessa altura.

5- Enganando sua percepção de cor

À primeira vista, pode parecer que a imagem mostra um “palco” xadrez sem qualquer característica especial, mas na verdade um dos quadrados brancos é na verdade cinza. Você consegue encontrá-lo antes da resposta ser mostrada?
O segredo para a ilusão está no enorme cilindro preto ou mais exatamente na sombra que ele projeta. Ela faz com que a capacidade de diferenciar as cores dos quadrados não iluminados seja prejudicada, o que obriga o cérebro a confiar no padrão quadriculado do palco, resultando em um espaço cinza sendo confundido com o branco.

6- Espelho infinito

O espelho infinito consiste em um espelho comum com uma série de LEDs e uma superfície completamente reflexiva no espaço entre ele e a moldura. Assim, a impressão que se tem ao olhar para o objeto é de estar na verdade observando um túnel de profundidade infindável.

7- Cubo flutuante

Mais uma ilusão que trabalha com o ângulo em que a cena é filmada, mas dessa vez para gerar a impressão de que há um objeto tridimensional flutuando em pleno ar. Embora a ideia seja semelhante à do segundo item da lista, não deixa de ser impressionante.

8- Diferenças de contraste

Nessa animação interativa, o objetivo é simples: identificar quais são os pares de círculos brilhando na mesma sincronia. Depois de chegar a uma conclusão, basta clicar em “Click to add or remove background” para descobrir se você estava certo ou errado.
 (Fonte da animação: Best Illusion of the Year Contest)
A resposta para essa ilusão está na diferença de contraste entre as cores dos círculos e o fundo da imagem. O que ocorre é que, uma vez que o tom desses círculos muda rápido demais para conseguirmos observar tudo simultaneamente, nosso cérebro tenta se focar em fazer um agrupamento pelo que mais se destaca no momento.
Por isso, uma vez que o que mais se destaca no fundo preto é o branco e o que mais se sobressai no fundo amarelo é o branco, somos enganados, acreditando que os pares são formados diagonalmente, enquanto na verdade são formados horizontalmente. Para entender melhor, basta tapar uma das linhas de círculos e observar por alguns momentos as formas que você não escondeu.

9- Quebra-cabeça que desafia a lógica

Se você acha que uma boa organização não faz diferença alguma, basta assistir ao vídeo acima para mudar de ideia. Este é um caso onde a ilusão não está no que você vê em si, mas no conflito gerado entre o fato daquilo ser lógico e de nosso cérebro relutar em aceitar essa mesma lógica.

10- Círculo de cores

Nessa ilusão, tudo que você precisa fazer é olhar para o ponto no centro da imagem, enquanto tenta focar sua atenção nas esferas que ficam mudando de cor. Você deve perceber que essa mudança é bastante rápida, desacelerando apenas quando o círculo se move, certo? Errado. Embora possa parecer que essa afirmação está correta, a verdade é que a taxa de alteração de tons mantém-se na mesma velocidade o tempo todo.
Se mesmo sabendo disso você ainda não conseguir identificar as mudanças de cor, não é preciso se preocupar: o que ocorre nesse caso é que nosso cérebro consegue acompanhar o que acontece com o círculo sem grandes problemas, mas apenas quando ele está parado.
Já quando em movimento, o cérebro não é capaz de seguir um número tão grande de informações simultâneas, Assim, ele agrupa todas as esferas próximas com cores parecidas, apenas “percebendo” a mudança quando houver uma diferença considerável entre os tons.
.....
E então, o que achou de conhecer algumas das melhores ilusões de ótica espalhadas pela internet? Não se esqueça de deixar seus comentários logo abaixo, contando quais delas foram suas favoritas. Fique ligado no Tecmundo para mais artigos curiosos de tecnologia e internet.

Apareceu primeiro em Baixaki.com.br

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Netflix chega ao Brasil e traz filmes ilimitados a R$ 14,99 por mês: o que você precisa saber

De Gizmodo brasil:http://www.gizmodo.com.br/


O serviço que mudou um bocado a maneira com que os americanos assistem filmes e TV finalmente chegou ao Brasil. O Netflix prometeu um preço agressivo e cumpre, cobrando R$ 14,99 por mês por filmes e (poucas) séries ilimitados. São algo perto de 10 mil títulos, com o primeiro mês de graça. Será que finalmente você vai deixar os torrents e TV a cabo de lado? Vejamos:

O que é?
O Netflix começou como um serviço de aluguel de filmes em domicílio, por correio (como Netmovies e outros no Brasil) em 1997 nos EUA e, desde 1999 oferece o serviço por streaming na internet – são pioneiríssimos no assunto. O acervo é bastante grande e o preço sempre foi camarada – custa US$ 7,99 nos EUA. O site (ou a aplicação em videogames, TVs e smartphones) é simples e operável por qualquer pessoa: basicamente você tem uma lista gigantesca com as “capas de DVDs”, clica em play e em segundos o filme/programa começa a passar. O Netflix não divulgou números precisos sobre a quantidade de títulos disponíveis no Brasil, mas um chute baseado no número de páginas das listagens dá algo em torno de 15 a 25 mil horas de programação. Isso está aumentando a cada dia.
Hoje o Netflix tem 25 milhões de assinantes nos EUA e Canadá e, este ano, ultrapassou a Comcast, a maior TV a cabo dos Estados Unidos. Há três grandes motivos para o sucesso do Netflix: o preço; a velocidade (mesmo com a internet menor que 1 mbps o filme começa em segundos); e um espertíssimo algoritmo que sugere filmes baseado no seu gosto, capaz de prever quantas estrelinhas você vai dar a um filme com margem de erro menor que meia. Eles já promoveram um grande concurso para melhorar esse algoritmo, e ele é surpreendentemente bom.

Quanto custa?
R$ 14,99 por mês, quantos filmes você quiser, pagáveis por cartão VISA ou Mastercard (nada de boleto). O primeiro mês é de graça. Não é uma promoção de lançamento – a expectativa é manter esse valor para o longo prazo.


Onde eu posso assistir?
Por enquanto, no navegador do PC/Mac (inclusive conectado à TV via HDMI), PS3, PS2 e Wii – a melhor interface, surpreendentemente, é no PS3. Eles prometem para “breve” ativar o acesso via iPhone/iPad em outubro e novembro, e no Xbox até o fim do ano, assim como em aparelhos de Blu-ray conectados, “Smart TVs” da Samsung, LG, entre outras conectáveis à internet. O app de Android tem sido liberado aos poucos para alguns poucos aparelhos, mas deve chegar até o fim do ano também no Brasil. O navegador precisa ter o silverlight instalado (nada de Flash!), o que já vem embutido no Chrome. Não há velocidade mínima de conexão, mas para conteúdo em HD é necessário pelo menos 2 mbps. Nos nossos testes, não houve qualquer problema com os 5 mbps da NET.

Tudo é em português?
Toda a interface é em português e a descrição dos filmes também está em PT-BR em 80-90% das vezes pelo que testamos – alguns filmes mais obscuros estão com a descrição em espanhol ou inglês apenas. A capa às vezes é em espanhol ou inglês, mas os títulos foram todos traduzidos. Dentro do filme, os resultados variam. Alguns filmes são dublados (Quero ser John Malkovich, por exemplo, só tem a opção “dublado”, bizarramente), alguns com opção de áudio em inglês não tem legenda em PT-BR, mas no geral, espere filmes em inglês com legendas em português para a grande maioria dos títulos – precisamos testar mais ainda.

Como é a seleção?
Não espere novidades. A janela mínima para filmes é 1 ano após sair do cinema e para séries, uma temporada de atrasos. Há omissões importantes, como nenhum Batman ou Homem-de-Ferro, por exemplo. A maior parte do que aparece no Brasil nesse primeiro momento é de velharias. Como disse um amigo, é “Sessão da Tarde ilimitada a qualquer hora” – você vai ver que, em qualidade de imagem ruim, os filmes da Sessão da Tarde são ainda piores (desculpa, anos 80).
Alguns gêneros são melhor representados (comédia, por exemplo). Há 100 filmes de Terror e 400 thrillers na listagem, com vários clássicos, e 24 novelas ou séries em português, todas desconhecidas. Aliás, em termos de séries, a coisa é bem ruim. De mais famosas, há 15 episódios da primeira temporada de Battlestar Galactica, 4 temporadas de Grey’s Anatomy e os 3 de Mad Men. Mas nada muito além disso. Não há nenhum acordo com a Globo nem a Globo Filmes, então boa parte dos filmes nacionais mais importantes estão de fora. Na verdade, o acordo com a Globo é para passar coisas brasileiras em outros Neflixes pelo mundo – há mais filmes nacionais no Neflix americano do que aqui, por enquanto.

Como é a qualidade?
Depende da sua conexão – o Netflix privilegia a velocidade (para não ter nenhum soluço no streaming) à qualidade. Mas se você tiver uma internet de pelo menos 2 mbps pelos nossos testes (o recomendável é 5 mbps), já será possível assistir conteúdo em 720p e áudio 5.1. Há cerca de 900 filmes em HD (alguns nacionais, como Cidade de Deus e o primeiro Tropa de Elite), e por sorte há uma aba só com essas opções. Mas no geral a compressão é bem ruim para quem é mais exigente (quem baixa em .rmvb está em casa), com qualidade ligeiramente inferior ao DVD, especialmente com o notebook conectado a uma TV Full HD. Alguns filmes inclusive sequer estão em Widescreen, então os resultados variam. Aproveite o seu primeiro mês de graça para ver se a qualidade te satisfaz.

O que muda para quem já era assinante?
Algumas pessoas (tipo eu) já assinavam o serviço usando um serviço de proxy (para fingir ter um IP americano) e um cartão internacional. A partir de agora, quem tem a conta americana pode acessar o serviço sem precisar ativar a VPN (UPDATE: Como alertaram nos comentários, a quantidade de conteúdo disponível muda radicalmente. Se quer usar o serviço em inglês, siga fingindo ser americano). O conteúdo continua sendo em inglês mas a variedade é maior – e há cada vez mais opções de filmes com legendas em português.

Como são as alternativas?
Honestamente, o Netflix é o primeiro serviço grande e relevante de streaming de vídeo no nosso País. A concorrência diz que o cenário é difícil, que o Brasil é diferente, mas a verdade é que ninguém ofereceu um preço remotamente atrativo até agora. O Terra TV está aí há uma década e a Saraiva Digital diz ter 30 mil assinantes (muitos devem ser como eu, que vi a interface horrível e nunca mais voltei). Ainda há o Netmovies com seus 35 mil títulos (entre digital e DVDs físicos) e um esquema parecido e até mais barato que o Netflix, por R$ 9,99 mensais para streaming online ilimitado, mas o catálogo nos pareceu menor e a qualidade não tão boa. Algumas TVs já têm conteúdo para esses provedores, mas isso não impede a entrada do Netflix. Normalmente a seleção é terrível e o preço astronômico.
A maior barreira da concorrência na verdade é o preço. Na Saraiva Digital, um episódio de série em definição normal custa R$ 6 – algns filmes em HD chegam a custar R$ 14 no Netmovies. E se você é assinante do Net HD ou HD Max pode alugar filmes por R$ 9,90 (HD) ou R$ 3,99 (definição normal). A expectativa é que o Netflix chacoalhe o nosso mercado e finalmente comecemos a ver preços menores e seleções melhores, como aconteceu nos EUA, por exemplo.

O Netflix vai melhorar?
É o que todos esperam, mas isso vai depender, é claro, da adoção. O Brasil é o primeiro país fora da América do Norte a receber o Netflix (durante a semana, outros da América Latina terão a honra também) e os americanos querem expandir o negócio – e o Brasil tem grande potencial, segundo os executivos, que salientaram que pelas pesquisas deles nós somos “apaixonados por vídeo como nenhum outro país”. Na semana passada, o Netflix não renovou o contrato com a Starz, empresa que faz a intermediação de contratos com estúdios, e por isso a partir de fevereiro os americanos ficarão sem títulos de Sony e Disney, por exemplo. Com essa notícias, as ações da empresa caíram 8%. Por isso, e com a expectativa de entrada mais agressiva de Apple e Amazon no ramo, é essencial para a vida do Netflix que a sua iniciativa internacional dê certo, então espere investimentos. Para o Brasil e América Latina, o Netflix está negociando os direitos de exibição diretamente com os estúdios, o que evita que problemas como o do Starz não ocorram aqui, o que é um alívio.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Google Swiffy, transforme flash em html5 em um estalar de dedos

Angry face

O Google Swiffy, disponível pelo Google Labs, consegue converter animações e jogos desenvolvidos em Flash para HTML5. Trata-se de uma ótima ferramenta para dispositivos não compatíveis com Flash, como iPhones e iPads.
Você pode experimentá-lo clicando aqui: Google swiffy.

Você ainda pode ver alguns exemplos de como a ferramenta funciona. Good Luck :-)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Microsoft lança versão do Office na "nuvem"


Getty Images

Steve Ballmer lançou o Office 365 durante um evento em Nova York
Seattle - A Microsoft deu seu maior passo no mundo da computação em "nuvem" nesta terça-feira ao revelar uma nova versão online do seu pacote de softwares que é um sucesso de vendas Microsoft Office.
A companhia está levando suas aplicações --incluindo o Outlook, para e-mails, o Excel, para planilhas, e o SharePoint, para ferramentas colaborativas-- para um formato online, a fim de que consumidores possam usá-los em uma série de aparelhos com conexão à Internet.
A microsoft quer recuperar o terreno perdido para o Google, que roubou uma pequena, mas preocupante, fatia de seus clientes corporativos com alternativas mais baratas e exclusivamente online, que eliminam a necessidade de as companhias gastarem tempo instalando softwares e gerenciando servidores.
A Micrososft lançou versões online de alguns programas do Office --principalmente do Outlook-- para seus clientes corporativos por vários anos, e no ano passado revelou versões gratuitas para usuários domésticos individuais.
O presidente-executivo da empresa, Steve Ballmer, apresentou um novo pacote de produtos reformulado e modernizado, chamado coletivamente de Office 365, em um evento em Nova York nesta terça-feira, ressaltando que ferramentas incluídas para fazer conferências podem poupar dinheiro dos consumidores, especialmente para pequenos e médios negócios.

 
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